Antes de mais nada desculpem a demora, mas o ano começou corrido, compromissos profissionais, políticos e com o óssio também né...
A volta à infância com bolos de dinheiro para comprar qualquer coisa!
Chegando ao aeroporto de Havana, lá pelas duas horas da madruga, esperávamos nossas mochilas na esteira. Antes de ir para fila da CADECA (CAsa DE CAmbio), aguardávamos nossa companheira de viagem Vanessa que havia sido sincera no questionário sobre saúde, ela tinha vomitado e passado mal nas últimas 24 horas e resolveu expor isso às autoridades de saúde cubana, por isso tomou um chá de cadeira, na verdade precisou passar com um médico que fez um verdadeiro relatório sobre o estado de saúde dela, e só a liberou depois de se certificar que o médico do ICAP (Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos) a atenderia quando chegássemos ao acampamento para ter certeza (mais ainda) que ela estava bem. Essa atenção com a saúde nos espantou um pouco, é meio clichê mas e se fosse aqui? Com certeza teria sido diagnosticada com uma virose e liberada em 30 segundos... rsrsrs
Depois que ela foi liberada fomos enfim pra fila da CADECA fazer o cambio de moedas, mas bem na nossa vez a plata ay se acabado! Não havia mais o tal do CUC... Eu, o Gustavo e cerca de mais uns cinco brasileiros não conseguimos trocar o dinheiro, o que nos preocupou de imediato. O instrutor do ICAP que foi nos buscar disse que daria um jeito, então fomos para o ônibus que nos aguardava na porta do aeroporto. O motorista do ônibus nos levou para uma das outras entradas do Aeroporto, até a próxima CADECA e havia dinheiro, mas somente trocado, a nota mais alta era de 3 CUC. Como não tínhamos opção, pois havia a taxa de inscrição da Brigada para pagar, trocamos o dinheiro desta forma, pelo menos uma parte dele, o valor da inscrição, 355 CUC para cada um. O Gustavo e os outros meninos foram para fila e eu o aguardava no ônibus. Eles voltaram com um sorriso no rosto e comentavam que nunca tinham visto tanto dinheiro assim na vida rsrsrs... Eram muitas notas, um bolo delas. Seguimos então para o Hotel Las Yagrumas, já eram três e tantas da manhã, durante o trajeto olhava para os muros com propagandas comunistas e ainda não acreditava que estava em Cuba, o socialismo materializado, a ficha ainda não havia caído, olhava para os prédios e comentei com o Gu: “Como são parecidos com os prédios existentes aqui no nosso bairro, os populares prédios da COHAB (BNH)", mais para frente quando fomos conhecer os CDR’s (Comitê de Defesa da Revolução) confirmamos essa impressão, como parecia com a periferia de São Paulo, com a diferença que a nossa periferia é controlada pelo tráfico e a deles pelo CDR, mas isso é papo para os próximos posts...